7 de jul. de 2013

Coisas do Pepe

 

O pai do padrasto não pode bater no filho porque é o cunhado da vida!

 

(Pepe-24/04/2013)

Pássaro que come pedra…

 

Bom, hoje não é lá um dia normal mesmo...
Naquela caminhada matinal, do nada uma pequena pedra caiu na minha cabeça. Sei que era uma pequena pedra porque senti bater no meu cocoruto e vi que ela caiu na minha frente. Olhei pra cima e vi um pássaro que já ia longe e ninguém por perto que pudesse ter atirado a pedra. Achei estranho um pássaro a carregar pedras no bico, mas vá saber da sua dieta...
Decididamente, viver é um risco!

zénérso – 13.06.2013

Verdadeando!


Putz... falei de um monte de gente que foi importante ou marcante na minha vida, mas talvez não tenha deixado claro: essas foram as pessoas que sumiram. Que nunca mais vi. Algumas até sei onde estão e algumas estão por aqui. Mas pouco ou nada falo com elas e nunca mais as vi.
Sim, ainda tem um monte de gente, de amigos, que tropeço com eles aqui e ali, com quem ainda tomo uma breja na correria ou mais pausadamente, baseado em alguma desculpa tosca qualquer que arranjamos apenas para nos sentarmos à mesma mesa e tomarmos algumas tantas.
Ainda posso tomar algumas tantas com amigos.
Esses, com quem tropeço, troco alguma palavra, sei onde estão e eventualmente vejo... esses não os quis nominar e nem vou fazer. Não quero causar espantos a um ou outro por ter tantos problemas de memória. Então fica assim. Não cito nomes.
Mas o que acho engraçado é que, à medida que o tempo passa, dou significado diferente a palavra amigo.
Antes eram poucos porque eram os que a gente contava pra qualquer parada. E eles estavam lá, mesmo quando me atirava em meio a um imenso capinzal - capim gordura me refiro - prometendo suicídio trágico.
Depois ficaram mais raros porque a vida exigia cada vez mais de cada um e cada um ia se tornando distante e cada um com seu quilo e meio de toneladas de problemas que... vixe... nem seria possível exigir que ainda estivessem ali pra o que desse e viesse.
A vida foi ficando vazia de amigos.
Então me dei conta que também não era esse amigo de ninguém porque os mesmo motivos que os deixaram tão atônitos, me deixava insone.
Hoje acho que amigos são aqueles que ainda nos olham com carinho, que nos desejam sorte, que compartilham sua mesa, que nos visitam para um café e uma pipoca, que, na sua crença particular, ainda nos colocam em suas preces.
Que é o que tenho feito por todos.
Que sejam felizes.
Porque eu ainda quero ser e preciso de cada um pra isso.
Não há razão na felicidade solitária.
Não há felicidade na solidão.


zénérso - btu - 06/07/13 - 21:26

Verdadeando!


Acho engraçado isso da vida ir passando, e ir passando com a vida as pessoas que fizeram parte dela.
Onde anda Lúcia?
Lígia?
Que foram aqui os primeiros nomes que me vieram à cabeça quando dei conta que muita gente passou pela minha vida e sumiu como a minha vida quer sumir de mim.
Mas tem outras tantas pessoas... Laudelino, Mário Benedito, Fernando, Vinícius, Maurício... que até salvei de afogamento quando ainda praticamente crianças, sem pais e mães saberem, fomos nadar no Clube Náutico. Rio Pardo. Maurício teria morrido naquele dia se eu não estivesse por perto e já não tivesse meus braços compridos. Não sei se ele se lembra. Não sei dele.
Tem Ana, não aquela, outra, tem Néria que anda por aqui e que não vejo tem lá seus 30 anos. Tem Soneca que nunca mais vi e que nem lembro o nome dela. Tem Soraia das pernas mais lindas daquele 1º colegial. Tem Davi e Salete. Tem Armando Suruba. Tem Picapau que vivia correndo atrás da Nilza e que essa sei onde está. Tem Marineide que amou Nilson... que se foi antes do combinado. Tem Cecília que já está pela conta de 15 anos que sumiu do mapa. Tem Mariangela que sumiu há mais tempo. Tem Gil que se foi antes do combinado e deve estar jogando truco com Nilson.
E aí... puxando pela memória começa a aparecer um mundaréu de gente que sumiu - ou eu sumi, sei lá - que já nem sei mais quantas e se faz mesmo tanto sentido. Gente que teve uma quantidade enorme de carinho meu e que ainda tem.
Fosse a vida mais simples, fosse a vida tranquila, ainda estaria por perto de Tereza, Dininho, Dorinho e de sua irmã, Fátima, que foi meu primeiro imenso amor.

zénérso - btu - 06/07/13 - 20:35

Verdadeando!


Ana morreu do nada. Assim... era jovem, saudável, bonita. Uma belezura mesmo. Se dizia pronta para a morte ainda com seus 20 e poucos anos. Coisa insana, eu disse. Mas ela reafirmava, convicta!
Ana morreu. E eu não sei onde anda Ana.
Talvez tenha voltado. Talvez esteja por aí, vagando.
Ana era linda e eu, apesar de achar que ela era linda mesmo, respeitava meu amigo Paulo que amava Ana.
Não sei se Ana um dia me quis. Eu não.
Eu até quis que Paulo fosse feliz e que amasse mesmo Ana e que Ana amasse Paulo daquele mesmo jeito.
Até fiz força. Até falei bem demais do Paulo para Ana. Até disse coisas bonitas sobre ele, mesmo sabendo que eram mentiras. Acho que Ana também sabia.
Ana morreu sem nunca ter retribuído o amor de Paulo.
Ouvi falar depois que Ana... bom... Ana morreu e é melhor nem falar disso.
Paulo... não sei se Paulo conseguiu ser feliz. Espero que sim.
Todo mundo merece ser feliz.


zénérso - btu - 06/07/2013 - 20:21

Verdadear mentiras

Por absoluta falta do que dizer,
por ter vivido tão pouco
- depois de tanto tempo -
começarei a inventar histórias
a verdadear mentiras!

zénérso - btu - 06/07/13 - 18:18

10 de mar. de 2013

Palavras pipas

Às vezes as palavras parecem pipas.
Depois de soltas podem ser recolhidas.
Mas às vezes, somente às vezes,
quando ninguém nelas prestou atenção,
quando não foram ouvidas.
Às vezes, mesmo não podendo serem recolhidas
como as pipas
as palavras são mal compreendidas.
Se parecem com aves de rapina
quando tinham intenção de serem andorinhas
Mas, na maioria das vezes,
as linhas se rompem e as palavras se comportam
como balões incendiários em mata seca.
Às vezes, em boa parte das vezes,
as palavras pipas se tornam para-raios
e atraem para si aquilo que menos esperavam.
As palavras pipas por serem palavras ditas
costumam ser palavras malditas.

zénérso - 10.03.2013 - 13:05


9 de mar. de 2013

Hoje, depois de um bom tempo, voltei ao quintal pra ver se as melancias ainda estavam lá naquele cantinho mirrado e muito enxarcado depois de uma noite com chuvas torrenciais. Confesso que havia me esquecido das melancias. Nas minhas contas era pra ter uma dez ou mais. Me espantei que encontrei apenas cinco. Menores do que imaginei que estariam. E em lugares diferentes. Então imagino que as melancias mudam de lugar nos pés de melancia. Ou são engolidas de volta e cuspidas aqui ou ali, já que estávamos distraídos. Mas ainda existem melancias no quintal. O que me deixa com esperanças que as beberei com vodka na companhia de amigos vindos de longe.

zénérso - 22.04.2012


Barcos de lata...

As diversões dos tempos de infância eram de uma simplicidade estonteante. Tive poucos brinquedos e raros os que tinham alguma sofisticação a mais. Me lembro de um carrinho de plástico preto, que provavelmente era um Simca, que eu adorava. Mas os carros bacanas tinham uns para-barros que é uma coisa que ia além dos paralamas. Era um prolongamentos dos paralamas... os caminhões ainda têm algo assim, hoje. Eu achava que todo carro, pra ser bacana, tinha que ter aquilo. E o meu carrinho preto, meu Simca, não tinha isso. Então inventava um jeito de colar algum papel, algum durex que imitasse aquilo da melhor maneira possível. E colocava uma antena, que era pra ficar mais xique ainda. Tive um patinete que pouco usei, um pião que não sabia usar direito, umas duas ou três pipas que fabricávamos no fundo do quintal. E as bolas: quase sempre de plástico. Tive uma de capotão! Só uma! Mais tarde, acabei ganhando uma bola de basquete, mas que também era de couro e que com o tempo, e o excesso de uso, acabou ficando oval... Tinha as bolinhas de gude, que divertia toda a molecada nos jogos de biroca, que naquele tempo era só um inocente jogo de bolinhas de gude... Foi num desses jogos que aprendi um dos primeiros remédios da cultura popular. Levei uma picada de abelha e aquilo dóia demais... Um dos meninos disse que era pra passar barro no local da picada. Saí correndo buscar água que trouxe na boca e cuspi no chão de terra onde jogávamos pra fazer o barro e passar na barriga, lugar onde a bendita abelha resolveu me picar. Santo remédio! A dor passou rapidamente e nem sequer ficou vermelho. Ficou marrom, mas isso foi preferível naquela hora. Tinha os jogos de botão, que naquela tempo era só um inocente jogo com botões que eram os jogadores de futebol... Até que um dia ganhei um barco de lata! Me lembro vagamente desse barco... A lembrança que tenho é que era vermelho, e, parece-me, era feito de latas de conservas, manteiga aviação, sei lá... Pois esse barco tinha um estranho mecanismo que o fazia navegar. Na casa de meus pais tinha uma enorme banheira. Enorme para o tamanho que tínhamos. E era nessa banheira que o barco navegava. Era movido à vapor e usava ou um toco de vela, ou um pouco de álcool ou querosene que era colocado num pequeno recipiente dentro do barco. Ateado o fogo, era só aguardar que a coisa funcionasse. Não me recordo do mecanismo que o fazia navegar, mas ele navegava. E era uma coisa tola... mas eu e os sobrinhos ficávamos ali, fascinados com a mágica do barco. Tenho a impressão que eu ainda fantasiava para os sobrinhos que o que fazia o barco funcionar era um combustível que viha da lua. Mas aí a memória já não ajuda mais!

zénérso - 19.03.2012


Comidas e mesa farta

Fui criado nos rincões de Santa Cruz à base de arroz, feijão, bife, salada de alface. Tá certo que tinha por lá um bocado de fruta que me enfastiavam de quando em vez. Goiabas, que nasciam num pézinho mirrado num canto do terreno da oficina e em outro, mais robusto, ainda na mesma oficina, mas na divisa, junto à uma cerca que servia de escada para subir na goiabeira. E dali subíamos numa árvore gigante que dava uns frutinhos marronzinhos, míudos e docinhos, com uma semente no meio e que nunca soube o nome. Era uma aventura enorme subir nessa árvore e me lembro perfeitamente do meu desespero quando, depois de subir pela primeira vez nessa árvore e me aventurar por galhos altíssimos, me deparei com a necessidade de descer. Desci, conforme podem perceber, mas foi uma baita agonia. Os galhos pareciam ter crescido entre a subida e a descida, de tal forma que ficaram mais longe uns dos outros... Na rua de casa, no caminho para o clube Naútico, tinha um pé de pitanga. Na rua paralela tinha a casa da dona Alta, com um pomar enorme que ela tratava com muito carinho e, evidentemente, não deixava ninguém entrar para comer as frutas que apodreciam no chão. Mas entrávamos, mesmo assim. Era diversão pura, porque sabíamos que ela iria nos escutar e sair correndo atrás de nós, que fugíamos para dentro do clube Naútico. Lá, no clube, enormes jaqueiras que me deixavam sempre na dúvida: e se uma delas despencar na minha cabeça? Nunca aconteceu comigo e nunca soube que tenha acontecido com alguém, embora, ao contrário dos côcos de Natal, as jacas caem do pé mais cedo ou mais tarde... Na beira do Rio Pardo tinha um monte de ingazeiras e era ali, nos pés repletos de ingás, que subíamos, comíamos as frutas e pulávamos n'água para descer o rio por uns 200 ou 300 metros... Mas eram frutas que se comiam nos pés. Sem adubos, sem agrotóxicos, sem água para lavar as frutas ou a cara, mesmo quando lambuzada pelas mangas que também tinham aos montes por lá. Mas falava do arroz e feijão... Pois é, cresci assim: muita fruta no pé, e pouca variedade de comida à mesa. No máximo tinha lá o macarrão com frango aos domingos. Ou lasanha e frango. Quando vim pra cá estudar, fui aprendendo que na mesa outra coisas iam bem. Mas aprendi isso no dia em que, com uma baita fome, chegamos na república e na geladeira tinha um prato de arroz de transantontem e um ovo para dividir em três. Um dos amigos tinha lá seus dotes culinários e, sabedor que no quintal tinha um pé de chuchu, foi até lá, colheu logo uns oito ou dez chuchus, refogou-os, misturou o arroz e o ovo e fez um delicioso rango que até hoje me lembro do sabor. A fome nos ensina que qualquer alimento é bom. Que toda mesa farta deve ser enormemente agradecida. Que toda comida deve ser dividida, que não pode sobrar. Naquele dia, na Cardoso 1023, juntou gente pra dividir com a gente aquele ranguinho simples, mas bom pra chuchu!

zénérso - 19.03.2012


Tomatinhos cagados

Ah... os tomatinhos! Essses apareceram na outra casa. Do nada nasceu um pé desses tomatinhos míudos num canto de parede, numa fresta entre o chão e um pilar. Ali não era lugar pra nascer nada que não fosse uma praga qualquer. Tiririca, quebra-pedra ainda vá lá. Mas nasceu um pé de tomate. Nasceu, cresceu, floresceu e nos forneceu uma quantidade enorme de pequenos tomates que acompanharam os almoços e jantares que a mulher tão caprichosamente fazia, já que eu só sei fritar ovos, cozinhar ovos, e bulinar nos meus ovos... Mas pés de tomate são coisas que nascem, crescem e morrem com relativa rapidez. E o tal pé de tomate que nasceu naquele lugar estranho cumpriu sua jornada na vida. Não sei porque cargas d'água aquele pé de tomate nasceu ali. Dizem os biólogos que os pássaros são os responsáveis pela disseminação das plantas, quando comem os frutos e saem cagando as sementes mundo afora. Não sei de pássaros que comam tomates, mas por certo algum há, já que o pé de tomate nasceu ali sem nunca ninguém ter plantado. Ah! Os pássaros também espalham os carrapatos... mas isso é outra história. Após cumprir a jornada, o pé de tomate secou e por um bom tempo ficamos sem os pequenos frutos. Mas se algum pássaro comeu mais tomates ou se foi alguma das cachorras eu não sei. Sei que nasceu mais um pé de tomate num canto mais inusitado, agora na frente da casa, numa fresta entre o piso cimentado e a mureta da varanda. Ali dois pés de tomate nasceram em ocasiões diferentes e ambos cumpriram seu ciclo. Colhemos e nos fartamos de tomates e quando mudamos pra nova casa trouxemos uma quantidade boa pra cá. Aqui, quando vi aquele chãozinho mirrado enxarcado e que acabou sendo bastante cagado depois, não resisti e joguei ali um punhado dos tomatinhos. O mato que cresceu sufoca as plantas de tomate de tal modo que essa é a plantação que não anda dando muito certo. E, dizem, os tomates não gostam dos chãozinhos enxarcados. Dessa vez não terei desses frutos pra oferecer!

zénérso - 19.03.2012

Coisas estranhas acontecem em casa... uma travessa de lentilhas ficou esquecida na geladeira. Depois de um tempo, as lentilhas brotaram mesmo sob baixa temperatura. Então, dentro da travessa, tampada, dentro da geladeira, ligada e, portanto, com baixa temperatura, a lentilha insistiu em nascer. Acho que aquele monte de plantas merece uma chance. Vamos jogá-las naquele chãozinho mirrado, enxarcado e cagado onde nasceram as melancias, os girassóis e um monte de tomatinhos... tomatinhos que eu me esqueci de contar a histórias deles...

zénérso - 18.03.2012


Naquela porra de antena parbólica do fundo do quintal - não serve pra quase nada aquilo - pousou um periquito australiano ou africano, sei lá... Fugido da loja de animais - pet shop!? - ali da esquina. Relata-se que esses bichos, por terem nascido em cativeiro, terão poucas chances de sobrevivência soltos numa natureza que nem é deles. Foram trazidos de lá da África ou da Austrália para serem vendidos livremente aqui, já que aqui não podem ser vendidos os bichos da fauna brasileira. Então importamos bichos de outras faunas. Mas acho que lá na Austrália também fazem isso. Importam bichos da fauna brasileira e os vendem livremente já que lá não podem vender bichos da fauna australiana... Seguimos enganando a nós mesmos enquanto os bichos são capturados, contrabandeados e vendidos livremente em outros lugares no mundo. Os nossos por aí e os daí por aqui. Deveriam proibir a fabricação de gaiolas. Deveriam proibir a captura e a venda de qualquer animal... E os animais humanos deveriam parar de consumir esse tipo de produto. Mas vá explicar para essas bestas irracionais a lógica da vida! Complexo demais!

zénérso - 18.03.2012


Lá naquele chãozinho mirrado, enxarcado e cagado, além das melancias, dois girassóis insistiram em nascer em meio ao mato alto. Com muito esforço botaram o pescoço pra fora, só a ponto de mostrar a flor pra que ela, insistente em nascer e crescer naquele ambiente, espiasse o sol no seu caminho monótono de todo dia. Foi assim, do dia que floriram até o dia que secaram... Insistentes, devem gerar outras flores com as sementes que espalharam. Algumas maritacas apareceram, comeram algumas poucas sementes, por certo também cagaram ali naquela chãozinho mirrado e prometeram voltar quando os novos girassóis aparecerem. Sigo acompanhando a vidinha no fundo do quintal.

zénérso - 18.03.2012


Plantado melancias

Agora tenho uma plantação de melancias. 4 ou 5 frutas insistem em nascer num chãozinho mirrado e enxarcado, mas bastante cagado pelas cachorras.
O adubo deve ser bom. Uma delas já está do tamanho de uma bola de tênis. Outras do tamanho de uma bola do saco. De bolas de gude. Se é que me entendem. Se tudo correr bem, em um mês colheremos as melancias. E se a colheita for boa, oferecerei aos amigos.


zénérso - 16.03.2012

O ódio é um amor imenso, invertido!

zénérso - 23.04.2012


Bendito espírito da poesia
tome meu corpo
sou teu cavalo
Escreve por minhas mãos
tira de mim o tormento
a angústia
as falas presas
Apressa-te!
Meu tempo é curto!

Zénérso - 11.12.2012 - 19:13 h


Poeminha vestibulesco!

As turmas de Exatas são falhas.
Algumas são feias, outras tantas tortas.
Algumas têm espinhas, outras mãos repletas de pelos.
Algumas... cravos aqui e ali e, com o tempo,
outras terão pelos nos ouvidos.
Algumas têm joanetes, outras nem usam cotonetes.
Algumas têm cheirinhos específicos.
Outras peidam no meio da sala e acham isso normal
por mais que as julguem cínicas.
As turmas de Exatas são repletas de falhas.
As turmas de Exatas são Humanas!!!

Zénérso - 02/02/2013 - 13:12


Estou sofrendo de falência múltipla dos bolsos...


zénérso - 14.02.2013


Tenho certeza
de que ainda sou capaz de amar
já que não odeio mais ninguém.
Cansei de odiar.
Semeei muito ódio de muita gente e carreguei mágoas
como quem carrega jarros d'água na cabeça em tempos de seca.
Os tempos continuam secos.
Os jarros também secaram antes que eu os quebrasse
pelo caminho cheio de pedras.

Difícil sustentar esse vazio!

Zénérso - 23.02.2013 - 12:15