10 de jun. de 2009

O CERTO, O ERRADO

O que está certo?

O que está errado?

Na rua ninguém olha na cara

O cara escarra na rua e olha

No imenso out door

A mulher toda nua

Que vende seu corpo

Como se fosse perfeito

Um corpo fotoshopado

O cara não sabe

Mas a deseja de forma tão intensa

Que quando encontra uma pobre coitada

No mato  a coita açoita

a menina pobre

A menina rica

A mulher inalcançável

 

Nada está certo

No futebol negociatas

Se tornam seleções

Negócios escusos se fazem nas bahamas

Tudo regado a scotch

E a gente na brahma

Acha tudo bacana

E torce e briga e mata

Sofre por nada

Nada merece tudo isso

 

O coração em cacos

Nos achamos donos de tudo

Carros último tipo

Casas de alto luxo

Grana, vinhos, viagens, mulheres

Sexo, drogas (porque não?)

Se tudo podemos

Se nada é impossível

Se tudo é raro prazer

Se sabemos o que queremos

Tubarões

Devoramos o que se põe à nossa frente

Sem reflexões

Sem perdão

 

Nos encontramos em algum lugar

Sozinhos

Repletos de danos em nossa própria solidão

Vergonhas escondidas

Roubamos hoje o que o outro roubava ontem

E achávamos errado

A gente condena os erros alheios

E nos refastelamos nos nossos

Somos perfeitos

Idiotas

 a vagar e cagar nesse mundão de meu Deus.

A gente ainda pagará caro por tudo isso.

O que está certo?

O que está errado?



8 de jun. de 2009

Atos! Aposto-los!

Ato I

Pontos de vista são assim:
Você tem os teus
e eu com isso?
Nem cheiro nem fede
O que me acomete
Não é problema meu
Assim...

Ato II

Enquanto você dormia
eu sonhava
enquanto você sorria
eu chorava
enquanto você fazia
eu pensava
enquanto você comia
me drogava
Você se despia
eu me masturbava
Você fingia
e eu gozava
Enquanto você ia
eu voltava
enquanto você lia
eu cantava
Você não sei o que fazia...
Eu poetava

Eu mando tudo as favas!
 

7 de jun. de 2009

Epitáfios

Sempre fui fã de Sá Rodrix e Guarabyra.
Em determinado momento da minha vida, fui fã demais. Mas aí já era Sá e Guarabyra.
Agora, Rodrix já era!
Sem querer encontrar, acabei encontrando um texto atribuído ao Zé Rodrix num outro blog: De Tudo um Pouco (http://musicararafazcil.blogspot.com).
Achei uma porrada e acho que devo compartilhá-lo(a) com vocês. O texto, a porrada.
Aí vai:
"Data: Qua Jun 2, 2004 7:34 pm

Assunto: Re: [M-Música] . Re: [M-Música] . Re: Paul McCartney - (era:
Rock in Rio Lisboa...)

Felipe:
Em resposta a seu completissimo questionario passo-lhe às mãos minhas
especificações para passamento e eventual necrologio.
Há alguns anos, gostaria de ter a causa-mortis preferida de meu pai:
assassinado aos 98 anos de idade com um tiro dado por um marido ciumento que o
tivesse pego em pleno ato... mas hoje nao mais. Pode ser de fulminante ataque
cardiaco, dentro da minha biblioteca, perto o suficiente da familia e dos
amigos mas afastado o bastante para que, alertados pelos cachorros da casa,
ja me encontrem morto, com um sorriso nos labios.
Pode sepultar-me em pleno mar, sob a forma de cinzas, ja que nao poderei
ser sepultado in totum no jardim da minha casa. Se conseguirem isso, no
entanto, que nao cobrem entradas para visitação, à moda do irmão da princesa:
deixem que alem das pessoas os passarinhos e os animais da casa se refestelem
no lugar, renovando diariamente o eterno ciclo da Natureza.
Ao enterro devem, atraves de convite formal, comparecer todos que foram
aos meus lançåmentos de livro: nada mais parecido com um velorio do que isso.
Peço parcimonia nos efluvios emocionais: já as risadas devem ser francas e sem
limite. Creio inclusive que prepararei com antecedencia uma fita de piadas
gravadas para animar o velorio e manter o pessoal na boa. Como dizia o Bozo,
"sempre rir, sempre rir...."
La so deixarei a mim mesmo: mesmo os inimigos que comparecerem para ter
certeza de que estou realmente morto podem voltar para casa em paz. Nao
pretendo puxar a perna de ninguem à noite e nem assombra-los depois de morto.
Já os amigos podem contar comigo: havendo vida após a morte, volto para
avisar, da maneira mais pratica e menos assustadora que me for possivel. A
cremação deve ser feita depois que todos forem embora cuidar de seus proprios
afazeres: enfrentar as chamas do forno terrestre ja será um gardne introito
para a vida eterna.
Se conseguir, tentarei ser crooner da grande Orquestra de Jazz do
Inferno, vulgarmente chamada de SATANAZZ ALL-STARS: como ja vou chegar la
tenente ou capitão, dada a minha imensa taxa de maldades realizadas sobre a
Terra, creio que nao será dificil. Meu castigo certamente será cantar MPBdQ
por toda a eternidade, mas mesmo com isso ainda se pode encontrar algum
prazer, assim na terra como no inferno....é o que veremos a seguir.
No enterro podem tocar de tudo, menos as musicas que eu tenha feito. Mnha
morte servirá certamente para que se livrem nao apenas de mim mas tambem de
minhas obras. Os herdeiros tambem nao merecem ouvi-las, sabendo que nada
herdarão de minha lavra, porque, sendo eu adepto da politica do VAI TRABALHAR,
VAGABUNDO, como meu pai fez comigo, ja tomei providencias para que essas
musicas nao lhes rendam nem um tostão furado. Sendo um velorio moderno,
recomendo musicas de carnaval antigo, as indiscutiveis, claro, com algumas
discretas serpentinas e confetes jogadas sobre o caixão, fechado,
naturalmente.
Morrer num Sabado à tarde, ser enterrado num Domingo antes do almoço, e
estar completamente esquecido na manhã de Segunda, sem atrapalhar a vida
profissional de ninguem: eis a perfeição que desejo na minha morte.
Muito grato.
beijos
Z"

É isso.

Tiau-lho. Fui-me.

Cartas... emeios... escritos!

Não escrevo cartas.
Tampouco escrevo emeios.
Ninguém mais lê as cartas
e ninguém quer ler emeios.
As pessoas lhe perguntam como está
Mas não estão nem aí pras respostas.
Pelo contrário:
Não as querem ouvir.
Chato é aquele que responde como está.
Porque só responde quem precisa
De uma palavra de carinho
Um conforto
Um ombro pra chorar.
Aí, é chato. O chato.
Ninguém quer ser solidário.
Só se não der trabalho,
se não correr riscos.
Só se for nas horas de folga.
Só se for quando possível.
Só se for nunca.
Mas que fique registrado:
Se for possível, serei solidário
Com o amigo chato que quer contar como está mal
como precisa de ajuda
como quer ser ouvido.
Se possível, serei solidário
com os perdidos no mundo das drogas
com os viciados
com os alcoólicos narcóticos anônimos
comigo mesmo.
Se possível serei solidário
com as crianças que correm soltas pelas ruas
e que desde sempre aprendem a roubar
matar
matar e roubar
roubar e matar
Coisas que detesto
se acontecerem comigo.
Se for com os outros, não é problema meu.
Se possível serei solidário
com os famintos
com os paupérrimos
com os desempregados
com os loucos
com os muitos que não têm o pouco que tenho.
Desde que
não invadam  minha privacidade.
Minha vida
Minha cidade.
E que não tomem
em demasia
Meu tempo.
Minha asia volta e serei solidário
Afinal
Comigo mesmo.
É o que me importa!

Misturanças

Tempos atrás me meti num outro projeto "broguiano" voltado à música  (já que essa me move por caminhos estranhos e me faz acordar e viver e dormir pensando nela (não pensem que não pratico outras coisas - sexo, por exemplo - que hoje até isso se faz de maneira virtual), pois é, a música que me faz viver...).
É um blog - ao mesmo tempo que já era, já que não o atualizo mais - que, embora ainda existente, perdeu o sentido. A tal da música tem sido cada vez mais difundida na internet. Eu, particularmente, acho que esse é o caminho que muita gente boa tem pra se tornar um pouco conhecido. Único caminho, diga-se. E a internet tem sido alvo de ataques dos gananciosos de plantão que não entendem essa faceta divulgadora e vêem nela somente seu lado pirata. E por receio de ser confundido com pirata, embora concorde com eles e ache que é isso mesmo que tem que acontecer, fiz aquele blog com acesso restrito.
Assim, esse blog permitia o acesso de poucos amigos. Acabou tendo poucos acessos. Quase nenhum, na verdade. E, por absoluta falta de ibope, perdi o tesão de fazê-lo. Fazê-lo para quem? Precisava da audiência para que me sentisse motivado a continuar procurando sons a apresentar à moçada.
Não sei o motivo da pouca procura. Algumas pessoas se deliciaram com o conteúdo - foram palavras que usaram - mas, ao mesmo tempo não acessavam. Julguei, então, que estavam sendo educadas, já que não acessavam - e eu usava métodos de controle de acesso, daí podia saber se o blog era efetivamente acessado ou não.
Aí, pensei (fedeu!?): o Brogrado não tá nem aí para essa coisa de audiência. Acessa quem quer. Se acessarem e gostarem e quiserem comentar, eu agradeço e gosto muito. Mas se não deixarem comentários ou não acessarem, tá bom também.
Faço o Brogado por questões pessoais. Gosto de escrever, preciso disso como preciso da música. Ser visto, ouvido, comentado, isso é outra história. E não é necessidade.
Talvez algum psicólogo, psiquiatra, analista, ou outro porra qualquer desses queira fazer alguma análise ou já a tenha pré concebida em algum banco de faculdade. Entroxem-na nos seus devidos buracos.
Faço o Brogado porque gosto. Se outros poucos ou muitos gostarem, fico muito, muito, muito satisfeito. Mas se não houver essa manifestação, também me satisfaço. É como uma punheta - o sexo solitário. É bom pra caramba. Se for a dois, melhor...
Então, resolvi incluir no meio do Brogado esses meus achados musicais. Misturar o outro blog, o TPM -Tarados Por Música, com este blog. Na verdade, o Brogado já teve isso, com posts intitulados "Amantes da Música". Daí veio o projeto "TPM - Tarados Por Música". E agora voltamos a origem: o Brogado com posts que levarão o nome de "TPM...". Vamos ver o que vira...
E o que virá!

Tiau-lho!

24 de mai. de 2009

Cerveja com torresmo

Já não me lembro mais do mar
Nem me lembro do sol
Não me lembro do poente ou nascente
Nem sei ao certo se o lado que olho é o leste
Ou o sul
Perdi o norte!
Não uso bússolas
Não sei usar
Então nem me acho nem me perco

Sigo a esmo

Cerveja com torresmo
Por certo
não é recomendado
Pelo sabichão de plantão
Que entende de ciência
E que tem quadro no fantástico
Mas nem ouço o que ele diz

Já nem me importo com céu
Se está azul ou se a cor é repleta de chumbo
O mundo não vai durar mesmo
Nem o homem vai chegar a tempo
Até marte
O mar ficará repleto de pneus podres
De merda de ex carro
Então
Nem tiro sarro nem suspiro nem choro

Sigo a esmo
Cerveja com torresmo

btu, 24.05.09, 13:03

22 de mai. de 2009

Tiau

Eu nem estava aí
Para o que você dizia
E você nem percebia
Que eu nem estava aí
Eu te disse tiau
E você nem ouviu
E foi melhor assim
Afinal
Não foi assim tão mal
Apenas foi
E não vamos agora
Dar nome ao boi
Eu nem estava aí
Estava nem aí
Só queria sair fora
Olhar o mundo e ver
Quem sabe descobria
Uma bela bruna
Uma bruma que fosse
Coisa alguma
Me fazia prestar atenção
Eu disse tiau e ninguém ouviu
Eu não estava nem aí
Nem ninguém estava
E sempre foi assim
Só na multidão
Solidão repleta de companhias
Eu só disse tiau
Afinal
Não foi assim tão mal
Só foi
Fui.

btu, 22/05/09, 13:20

16 de mai. de 2009

FECHADO PRA BALANÇO!!!

Parece fechado pra balanço... mas não está!
Penso (logo, fede!) em algumas mudanças... em uma fusão com outro blog que acabou por ficar inativo - o TPM - e que quero muito reativar mas tenho enfrentado uma certa falta de tempo com uma mistura de falta de paciência...
Então, junto dois projetos num só, e aí facilitará minha vida e - quem sabe? - alegrará os poucos "ouvintes" e "ventes".
Pode demorar um pouco, mas acontecerá alguma coisa, por certo.

Abraços!

28 de mar. de 2009

Amigos Meus

Amigos meus
Juntei-os aos montes pela vida
E eu mesmo os perdi
Nem sei em que canto foi
Que canto meu que foi
Que os fez partir
Nem sei se foram os mesmos velhos papos
Que eu não tinha mais saco
pra ouvir
Se meus papos eram velhos
Que ninguém quis ouvir

Amigos meus
Eu os perdi aos montes
Alguns nem duraram horas
Que a dose de veneno e fel
Foi alta demais pra quem esperava
Pelo menos
Um pouco de mel

Chegar aqui
Olhar pra trás
Ver a casa vazia de amigos
Ver a vida vazia
Onde foi que me perdi?

Nem quis ficar mais tantas horas no mesmo bar
Me soterrar em garrafas vazias de cerveja
Escrever poesias incompreensíveis em pedaços de papéis
Guardanapos
Letras indecifráveis
Idéias maravilhosas
Que a ressaca revelava horríveis
Dores de cabeça
Papos cabeça
Que nem tive mais saco de escutar
(E falar e falar e falar)
Papos fálicos!

Falhei
Em algum ponto que
(confesso)
Não sei

Amigos meus
Perdi aos montes
Que amizade a gente rega todo dia
(E moderadamente)
Como dizia algum profeta
Das mesas de bar

Eu não tinha mais saco pra escutar!


btu, 27/03/2009, 21:30

13 de mar. de 2009

Diálogos curtos!

- Meu bem! Posso te fazer uma pergunta!?
- Claro! Faça!
- Promete que vai ser sincero!?
- Prometo! Eu sempre sou sincero!
- Mentira!
- ...
- Se um dia você me trair... você me conta?
- ????
- Promete que me conta!?
- ... se eu te traísse e te contasse... o que você faria!?
- Metia-lhe um tiro no meio da testa!!!
- Então... se te trair, não te conto!
- Mas se você me trair, não me contar e eu descobrir, te dou um tiro no meio da testa do mesmo jeito!
- ...
- Nunca vou aceitar que você me traia!
- Escute! Se eu te fizer uma pergunta, promete que vai me responder com sinceridade!?
- Claro, fofo!
- Você tem uma arma?
- Não!!!
- Então acho melhor a gente terminar por aqui!!!

btu, 13/03/09, 22:12

27 de fev. de 2009

Uma Bala Para John

Assim que o sol se foi
A noite que veio prometia ser boa
Saí para a rua
aquela velha camiseta de algodão
chinelos e um jeito desleixado
arrastando os pés pelo chão
deixando a preguiça me empurrar

Olhei as pessoas apressadas
ou
como eu
sem pressa de nada

As meninas passavam sorrindo
e rindo ainda não se deram conta
do futuro
que futuro nos espera?

Não sabem
como eu
que aquela bala pra John
nos acertou a todos

Não sabem
como doeu
descobrir que o sonho
os beatles
que até George
tudo acabou

Uma bala para John
foi o que nos acordou
O futuro não é bom
quase nada nos resta
a velha camiseta de algodão
o chinelo desleixado
e a preguiça que me arrasta pelo chão


oncotava?, 18/11/06
Queria escrever poemas
com versos longos
quilométricos
Mas
mesmo sem querer
talvez porque fique preso
a formas
conceitos
dogmas
talvez por pura falta de
criatividade
inspiração
ou jeito
os poemas saem sempre
com versos curtos
esqueléticos!


oncotava?, 21/11/06
Em plena primavera
o ar de inverno que me assola
hoje
incomoda.
Talvez porque o céu nublado
esconde o cheiro das flores
o brilho
Talvez porque o bolso esteja
irremediavelmente
vazio.
Talvez mais por isso
do que por aquilo
o ar de inverno esteja
hoje
me deixando
incuravelmente
chato.


oncotava?, 21/11/06

24 de fev. de 2009

GULOSEIMAS

Doravante
Escreverei apenas poesias comestíveis
Guloseimas doces de frutas da época
Dessas que serão vendidas nas pequenas vendas
Nas mercearias de esquina
Em potes baleiros.
As crianças farão filas.
Seo João, quero poesias de hortelã
Eu quero de melancia!
Tem de menta?
Limão?
Amora!
Muito embora nem sempre as poesias terão rimas.
Sem cismas, paradigmas, sofismas.
Rimas ricas
Ou não
Serão versos perdidos,
Doces sortidos.
Esses serão os preferidos: os doces misturados!
Gomas sabores de frutas colhidas no pé
Recolhidas do chão.
Colhidas à mão
Ou abatidas a pedradas.
Saladas de frutas.
Não importa,
serão poesias feitas com frutas da ocasião.
Nada industrial,
Nenhuma conserva em compota
Frutas de pés nascidos ao acaso.
nada plantado
nada irrigado,
cientificamente controlado
em algum deserto.
Por certo serão poesias de frutas que
Sem ninguém cuidar da semente
Aparecem no quintal
De repente
Ninguém sabe quem trouxe
Quem plantou
Quando foi
Já estava ali quando o primeiro chegou.
Ninguém sabe se foi Deus,
Se foi o vento
Ou se a semente foi comida
(E cagada)
Por algum pássaro.
Passado!
Sidra, caju, ingá
Carambola, jaca
Manga, pitanga, cajá...
Frutas no pé
Quintais sem cerca.
Poesias sem rima
Mas feitas com carinho
em tachos de cobre
Em fogão de lenha
Desses que se lambe o tacho
Para que nada se perca
Nada sobre.
Poesia que demora pra ficar pronta
Que exala um cheiro doce e forte
Que cheira infância
Que cheira a casa da vó
Água enchendo a boca da gente...
Que sorte!
Poesias guloseimas.

Mas também escreverei poesias para os adultos
Também serão poesias comestíveis
Mas serão quase que
Essencialmente
Poesias de chocolate
(Já que as mulheres preferem o chocolate ao sexo
e
De certa forma
Tem nexo)
Serão poesias preferidas
Não por serem disso ou daquilo
Mas porque serão recheadas de licores
Dos mais diversos sabores
Realçarão os mais escondidos amores
Farão brilhar ainda mais as cores
Terão advertência do Ministério da Saúde:
Comam, mas com moderação!
E como se fossem afrodisíacas
Serão vendidas em sex shop
Em shoppings, farmácias, feiras
Oferecidas nos motéis
(pra aumentar o ibope)
E recomendadas aos casais que queiram esquentar a relação
Serão poesias para serem ditas e comidas a dois
Derretidas esparramadas sobre corpos quentes e sedentos
Lambidas
Sugadas
cada gota
Cada canto
Como orvalho
Cometas
Cada verso
Sem rimas
Repletos.
Poesias guloseimas,
Poesias
chocolate!




Não me esquecerei de você
Quando comê-la
A poesia chocolate
Você
Licores de cereja
Fogo
Paixão
Poesias!



btu, 24/02/09, 14:45

22 de fev. de 2009

Não se assuste
Se um dia eu aparecer
Com cara de punk
Ex punk
Só depois de ser
Deixe os cabelos caírem
Não os arranque
Nem se espante
Assim é a vida
Os cabelos os dentes
Outras partes
Mais dia menos dia
Caem
Não atire a primeira pedra
Sua vida já é uma pedreira
Por tantos pecados
Tenho minha cruz
Já repleta de pregos
Não me traga mais alguns
E quem nunca traiu
A própria consciência?
Paciência
Não quero mais dramas
Só queria a fama
Deitar na cama
Sair da lama
Então não reclama
Já estou farto com os meus
Próprios erros
Não me acrescente os teus
Não me espante
Se um dia eu aparecer...

btu, 22/02/09, +/- 19:00

O CIO

O brasil está no cio.

Agora à noite, as ruas cheiram sexo.

Todos te olham de cabo a rabo

(Algumas reparam no cabo, outros, no rabo)

E parece ser difícil andar pelaí e chegar

incólume

a algum outro lugar.

Alguns se vangloriam de ter beijado mais de 30 outros seres

Como se isso fosse algo digno

e bonito

de se contar e contar

(Sempre há ouvidos para qualquer porcaria que se diga)

Estamos repletos disso

Mas

Hoje

Só vale o cio do brasil.


btu, 22/02/09, 20:30

11 de fev. de 2009

Amanhã

Amanhã
Seres
Extra terrestres
Seres estranhos ao planeta
Chegarão à Terra

Chegarão como se nada de novo houvesse

Como se ninguém visse
Como se normal fosse

Virão em discos voadores
Enormes
Disfarçados de cometas
Virão teletransportados
Ou de qualquer forma que seja
Sem serem anunciados por coros
Ou trombetas
Virão de muitos planetas
E ninguém saberá
Se alguém os trouxe

Não anunciarão medidas
Nem algo que o valha
Chegarão como se fossem
Antigos habitantes do planeta
Como se fossem donos
Deuses ou proxenetas
Não se assustarão com nada
Pois nada do que o homem fez
Será para eles novo
Não trarão soluções
Divulgadas aos quatro cantos
Nem nenhum dinossauro no ovo

E


Como se nada tivessem feito

Irão embora no mesmo dia
Deixando todos repletos
De ânsia, desejos, agonia
(Os terráqueos,
Alguns desejarão ir embora
Outros a guerra)
Deixarão pra trás
Quase a mesma Terra.

Aos poucos todos irão percebendo:
Os rios estarão limpos,
No céu nenhuma fumaça
Não haverá mais lixo
sujeira
Comendo a todos como traça
Aos poucos irão notando
Que por mais que se faça
Não aparecerão políticos
Para dar o ar da graça
Não haverá mais armas
e nenhum exército
Não haverão mais templos
Nem nenhuma imprensa
Não deixarão discórdias
Nem tampouco deixarão ameaças
Irão embora deixando pra trás
O início de uma nova raça.


Amanhã, seres...


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 19:52
revisto quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 15:39

9 de fev. de 2009

Amanheceres

Nem sei quantas vezes vimos amanheceres
E nem vimos o sol
E nem vimos o vermelho no céu
E nem ouvimos os pássaros.

Nem sei quantas vezes estávamos embriagados
E mal nos olhávamos
E nos cheirávamos
E só nos amávamos.

Nem sei quantos amanheceres
Nem sei quantos sóis houveram nos céus
Nem sei quantos céus
Mal nos amávamos
Mal nos cheirávamos
Só nos olhávamos.

Nem sei quantos seres haviam ao nosso redor
Nem sei se o sol estava lá ou se ainda insistia
Em girar em torno de nós
Nada havia e havia nós!
Sós.
Sóis.
Seres.
Amanhã!
btu.09/02/09

Deu no Terra!


Maconha pode elevar risco de câncer de testículo

Seria porque, ao fumar maconha, dá uma vontade monstruosa de só coçar o saco!?!?!?

14 de dez. de 2008

Todo dia
quando acordo
me regozijo.
Acordo com o membro
sempre rijo.
E não venha me dizer
que isso é tesão de mijo
que o bicho nunca falha
quando dele exijo.
Pra isso
é só sentir o cheiro
do esconderijo.
A menor distância entre dois pontos
é o espaço entre eles quando estão o mais perto possível.

Se a distância entre dois pontos
for menor que o pinto do ponto
tudo pode acabar em ...
"Quem tem medo da morte não vive a vida".

Não temo!

Mas também não tenho nenhuma pressa.
Por isso meu passo lento.

"Ninguém fica pra semente".

Não sei se isso é verdade, ou se alguém mente.
Então, tento!

30 de nov. de 2008

Maldita

A palavra
.....depois de dita
.....não retorna
E não há palavra
.....que se diga
.....depois da palavra dita
.....que contorna o efeito
da palavra mal dita
.


16.09.08

17 de nov. de 2008

PELOS

olhava nos teus olhos
e via brilhos
luzes
via desejos escondidos
via outros
às claras
em teus ouvidos
sussurava sons calientes
encostava meus dentes
e escutava teus sons
em meus ouvidos
gemidos
afagava teus cabelos
enrolava meus dedos em teus cachos
me perdia
em meio aos teus pelos
teus apelos

15 de nov. de 2008

Fragmentos Vagos Pensamentos

Não sei mais se um dia tudo terminará
ou se tudo continuará em outro lugar.
Nunca soube.
Pelo menos não me lembro de ter sabido
e ter esquecido em algum canto empoeirado da casa.
Não me lembro nem do primeiro beijo.
Nem sei quando foi que aconteceu o primeiro desejo.
As coisas acontecem naturalmente
E naturalmente a gente esquece de algumas coisas.
Não me esqueço de momentos que me deixaram repleto de vergonha
muito embora
alguns desses momentos tenham acontecido por absoluta falta de....

Como poderia resistir àquelas lindas e roliças coxas que ela esfregava na minha enquanto o que rolava na mesa era só um buraco?
Jogo de cartas, esclareço!
Me lembro das coxas como se agora fosse. Me lembro que não resisti e que,
surpreso, descobri que tudo tinha sido casual... da parte dela!
O que rolou, não importa. Importa as coxas roliças.
Ah! me lembro das coxas e da pele morena...
e acho melhor não imaginar como anda hoje a dona
porque embaixo da ponte foram mais de trinta anos de águas passadas.

E o tempo é inexorável.
Pra alguns mais inexorável do que para outros.
Na dúvida, sigo escutando Pixinguinha
e achando que é assim que devemos tocar a vida: na flauta!



*******


Cora!, Coralina.
Se a vergonha é imensa, cora!
Senão a palavra te devora
e não demora
pra que um rio leve tudo embora.
Tuas poesias, tuas prosas na calçada
na noitinha de verão
lua cheia
o céu repleto de estrelas como hoje não se vê mais.
Elas
as estrelas
ainda estão lá.
O horizonte é que anda curto,
as noites é que andam claras
e não enxergamos mais nada além do nariz
ou além da luz do poste da esquina.
Nem sequer colocamos o nariz pra fora
por medo do que anda nas ruas.
Nossa vida ficou mesmo
muito diminuta.
Pessoa, confessa, nem sequer sabia que iria ficar tanto assim!

1 de nov. de 2008

Outras flores

Já nem sei mais os amores que perdi por aí
nem sei se isso me importa.
Não sou de ficar contando as pétalas que caem no caminho
Nem consigo voltar atrás para rever algo que vi de relance
Não entro nesse transe
Nem sei quantos dias se passaram por aqui
Não sou de ficar mais olhando a hora passar
Olho o tempo lá fora
Olho o sol
Olho o girasssol que o acompanha
E agradeço pela companhia.

Por certo não estou mais aí para perder nada.
Já perdi grana já perdi os dentes
Por isso meus cabelos longos
Por isso meus cabelos brancos
Fico triste quando termina o dia
E percebo que o tempo passou e eu não.
É!
Que bom que amanhã existe
Outras flores, outras chances

Bom dia!

14 de jun. de 2008

Judas

Eu queria saber a verdade sobre Judas
Eu queria ter certeza de que ele nunca quis
Ver Jesus crucificado
Eu queria ter certeza que ele só queria
Que o povo se rebelasse
E que a delação foi só o jeito
Que encontrou pra provocar o povo
Eu queria resgatar Judas

Eu queria que os povos arábicos
Se entendessem
Que as guerras - santas - nunca existissem
Eu queria ver lado a lado
Maomé, Alá e Jesus
"Eu queria tirar Jesus da cruz"

Eu queria que os espanhóis
Nunca tivessem existido
Assim nunca teriam assassinado
12 milhões de maias astecas e incas
Eu queria, que ao menos,
Os incas tivessem sobrevivido

Eu queria que o Che
nunca tivesse morrido
Eu queria que ele tivesse espalhado sua revolução
por toda a América latina
Eu queria que a América fosse livre
Totalmente liberta
dos americanos

Eu queria que os assassinos
De Chico Mendes nunca tivessem nascido
Eu queria que continuassem vivos
Os Herzogs os Manoéis e todos
Os que morreram nos porões dos DOI CODI
Eu queria que o Brasil fosse governado por Virgulino
Não queria senadores, deputados governadores presidentes
De partido que fosse
Que pensassem no próprio umbigo
Eu queria que os ideais de Lenin, Trotski, Marx
fossem aplicados de verdade
Que não fossem deturpados
E usados tão Mao

Eu queria que os africanos fossem respeitados
Que parassem de ser explorados
Eu queria que os brancos
Não financiassem tanta ditadura
Apenas para extrair ouro petróleo
E outras riquezas brutas
Eu queria que as mulheres
Odiassem os diamantes
Cada pedra traz lapidada
em cada face
A morte de um ser humano

Eu queria ter certeza
De já ter nascido
Tantas vezes quase quantas
Tivesse morrido
Eu queria ter certeza
Que todos os retornos
Existem e tem sentido
Eu queria que o fim
Fosse só o recomeço
E o recomeço fosse o fim

Eu queria saber a verdade sobre Judas...

2 de jun. de 2008

Um texto pro Tom Zé!

Oba
Eu não sei quem é pior
Se o obama preto ou se o outro
Que o States mocozou em algum buraco afegão
Oba ma
Será eleito será o primeiro presidente negro
Da américa
E irá invadir o Brasil
Pretexto será a amazônia
Legal
Será a água
Natural
Será a cana
Mas acho que,
Na verdade,
Será o petróleo que agora jorra
Do fundo do oceano atlântico
O pior:
Nem será motivo de pânico
Que o povo todo achará ótimo
Achará bacana
Ter presidente negro
Ter obama
E ser mais uma estrela na bandeira
Americana
Eu não agüento:
Me manda mais uma cana!

30 de mai. de 2008

É sempre assim:
De repente!
Não sou um ser pensante
sou um ser escrevente
Numa obra
não sou o arquiteto
sou o servente
Nasci pra ser o despenteado
e não pra ser pente!

30.05.2008

TANTO TANGO

tanto faz se você me ama ou não
tanto faz
tanto faz como tanto fez
você não vai me amar outra vez
tanto faz se o sol nascer amanhã
tanto faz
nada vai mudar mesmo
então tanto faz como tanto fez
você vai passar por mim e não me ver
nada vai mudar no mundo
afinal você nada faz e nada fez
e quem fez
todo dia desfaz
tanto faz como tanto fez
se o tango tocar na vitrola outra vez
tanto faz como tanto fez
o salão vai continuar vazio
meu coração
tanto faz como tanto fez
eu não vou ter você outra vez
nem você vai me amar como sempre fez
tanto faz como tanto fez
as coisas serão sempre desiguais
meus passos desencontram os teus
e se o tango vai tocar na vitrola
você não vai dar bola
então
tanto faz

30.05.2008

29 de mai. de 2008

Dentro

Dentro de mim
Tem muita merda
Que
Ocasionalmente
Ponho pra fora
De uma forma ou outra

Dentro de mim
Tem muito sonho
Que
Sinceramente
Insisto em sonhar
Mesmo sem saco de dormir

Dentro de mim
Tem muito ódio
Que
Eventualmente
Jogo na cara de quem
Sem querer
Passa por perto

Dentro de mim
Tem algum amor
Que
Apaixonadamente
Não consigo revelar
Que sinto por ti

Li

Em algum livro velho
Sei lá
Se bíblia
Ou algum manifesto do inferno
De dante
Nem sei se foi ontem
Ou antes
Receitas do bolo da vida
Sem farinha
Sem leite
Sem ovo
Nada de novo
Só chama
Que deve queimar
Por dentro

Dentro de mim
Ainda existe
Essa chama
Que
Ardentemente
Ainda insiste
Pela vida da gente

29.05.2008

16 de mai. de 2008

Mais do Menos

Pele e osso
E o país
É um imenso colosso.
Deitado na sarjeta
Bêbado e faminto.
E o país
Em berço esplêndido
Eternamente grato
Pela esmola
Cigarro consolo
Piedoso falso
E o país
Brado forte
Retumbante
Liberdade
Raios fugidios
Nem sei o que é isso

Somos desiguais demais
Os mais querem mais
Pra si

Pra mim pra ti
Querem mais do menos
Nem mais ou menos

Pele e osso
Rato no fosso
Os olhos foscos nem vêm
Nem vem que não tem
Não têm visões
E as tem de sobra
Sobra e sobra e sobra
Vivem de sobra

Sarjeta sargentos
Porradas cabos
A polícia toda
Soldada no pé
Não largam do pé
Esmola sarro cigarro
Álcool fósforo e fogo
Enquanto era sono
Enquanto era sonho
Isso nem é covardia
Que covardes não matam
Assim

Somos desiguais demais
Os mais querem mais
Pra si

Pra mim pra ti
Querem mais do menos
Nem mais ou menos

13.05.2008

Paredes

Ando falando com as paredes
Já que ninguém me ouve
E quem diz que ouve
Mente
Já que não entende
Nada do que eu digo
Ando sozinho comigo
Sem migo sem amigos
E quem diz que é
Me engana
Pois nem sabe meu endereço

Ando sozinho olhando o Tejo
E se minto
Ninguém sabe
Se estou aqui ou além mar
Só quem sabe
É meu umbigo
Solidão
Meu velho
Nem é problema
E nem é o tema
Já que ninguém me ouve
E pouco importa
O que eu digo

15.05.2008

Pertim, pertim...

O crime e a faxina

Tudo está na internet
A mentira e a verdade
A proximidade
E a saudade

Tudo está na internet
A receita da bomba
E a da felicidade
O sexo a dois ou a três
Ou multidões peladas
Nas escadarias
De algum palácio
High society

Tudo na internet
Corre rápido
Notícia terremoto
Tsunami
Teu nome
Na notícia infame

Enorme velocidade
A menina pela janela
Ganha o mundo
Tão depressa
Como a outra que sumiu
Na Europa em Marrocos
Ou sei lá em que site
Mas nada se diz
Contradições
Da menina grávida e pobre
queimada sob o viaduto
Na elite é crime
Na pobreza
faxina

Todo mundo diz
que sabe a verdade
Tudo está na internet
Minha vida minha solidão
Meus amigos
que nem sei quem são

Pra onde o mundo vai
Simulação ou real
Aquecimento global
Deserto amazônico
O sórdido se torna tão banal
O mórbido tempera
Teu churrasco no quintal

E tantos diz que diz que
Pânico, o mundo atônito
E meu whisky
Sem gelo
No final...

16-05-2008

Me Viu?

Eu tenho certeza
Você não ia ficar me esperando
A vida toda
Seria foda
Eu que me perdi por aí
E nem sei o que foi que eu vi
O que foi que eu vivi
Se eu nunca estive aqui
Com você
Nem você
me viu?

Eu tenho certeza
Que olhar tua foto no jornal
Teu clipe na tv
Te achar a coisa mais bela
Que eu já vi
Não me leva a nada
Parece conto de fadas
E
Favas contadas
Nem eu tô aqui pra isso
Nem você
Me viu?

Eu tenho certeza
Que foi tudo muito casual
Nem foi pelo jornal
No anúncio publicado
Procurando alguém
Que eu te conheci
Nem foi assim
Eu nem anunciei
Nem você
Me viu?

Eu tenho certeza
Que eu nunca te vi
Apesar de parecer
Que faz tanto tempo
Que dividimos a mesma cama
Nem foi tua fama
Foi só beleza
Paixão a primeira vista
Platônica
Nem sei se foi assim
Eu nem te vi
Me viu?

13 de mai. de 2008

Muitas razões (científicas!) para as mulheres fazerem sexo!!!!

Perda de peso

1- É possível queimar até 560 calorias em uma relação sexual.

2- O sexo é um dos exercícios mais completos que existe, já que entram no jogo todos os músculos do corpo.

Mais feliz

3- A prática do sexo ajuda a curar as depressões leves, pois faz circular a endorfina por meio do sistema sangüíneo, o que produz uma agradável sensação de euforia e bem-estar.

4- Um encontro sexual ajuda a aumentar a auto-estima, uma vez que a pessoa se sente muito desejada.

Relaxe

5- A desculpa de que "hoje não porque estou com dor de cabeça" é uma grande mentira. Fazer amor relaxa a tensão que comprime os vasos sanguíneos cerebrais, por isso, alivia as dores de cabeça.

6- É um ótimo remédio contra a insônia, já que com as mudanças bioquímicas que ocorrem durante o ato sexual o corpo relaxa e entra em um estado de sono profundo.

Menos irritada e mais atraente

7- Um corpo sexualmente ativo agrega maiores quantidades de feromônios - os hormônios da atração.

8- Fazer amor alivias as tensões nervosas. E por estar menos irritada, você consegue desempenhar melhor as atividades de sua rotina.

Saúde mental em dia

9- O sexo é o melhor tranqüilizante do mundo, muito mais eficiente que qualquer prescrição médica.

10- A prática com regularidade melhora notavelmente sua saúde mental, já que o sexo permite a liberação do excesso de adrenalina.

Beleza acentuada

11- Ao se envolver no ato sexual, a mulher produz o dobro da quantidade de estrógenos - hormônio responsável por manter a pele macia e o brilho no cabelo. Além do mais, retarda o processo da osteoporose e protege contra a hipertensão.

12- Suar (resultado inevitável do sexo) é saudável para a pele, pois contribui para a limpeza dos poros. Além de eliminar as possíveis dermatites, erupções e manchas cutâneas.

Lábios e pernas mais lindas

13- Beijar com freqüência permite que os lábios melhorem sua forma, cor e aparência.

14- Fazer amor ajuda a prevenir as celulites, uma vez que ativa a circulação dos fluídos linfáticos, que são os encarregados de eliminar bactérias, toxinas e outras substâncias que se acumulam especialmente nos músculos.

Treino esportivos

15- O sexo é divertido, excitante e, acima de tudo, grátis.

16- As relações sexuais freqüentes melhoram o condicionamento físico.

17- O sexo é um antihistamínico natural: pode desbloquear narinas congestionadas.

Cura de todos os males

18- A prática do sexo protege contra os problemas digestivos. Mas isso sempre e quando não venha logo depois de uma "atração gastronômica".

19- As relações sexuais constantes podem aliviar as dores de artrite, melhorar a circulação e a produção de glóbulos vermelhos.

20- Estão esperando o que?!?!?!?

4 de mai. de 2008

Escancarada

Que a coisa fique escancarada

Ou pra mim não é nada

Não gosto de ler nas entrelinhas

Me mirar nos detalhes

Prefiro abrir a janela

E deparar com o horizonte

Aberto escarrado no céu

O sol poente ou nascente

Mas tudo muito claro

Que a coisa fique escancarada

Ou pra mim não é nada

Não gosto de decifrar códigos

De assistir jornais

E procurar entender o que não foi dito

E nunca é

Não assisto leio compro jornais

Não existem notícias nos jornais

Só mentiras

Que a coisa fique escancarada

Ou pra mim não é nada

Não gosto de amores sofridos

Sem serem vividos

Por medos segredos ou excesso de zelo

Que as coisas se rompam entre quatro paredes

que o mundo descubra

E inveje

A intensidade dos amores eternos

Enquanto durem

Que a coisa fique escancarada

Ou pra mim não é nada



04.05.2008

SEM COMENTÁRIOS!!!!!

18 de abr. de 2008

Olhares

Queria olhar nos teus olhos

E ver um brilho

Ver a tua boca se entreabrir

Perceber a respiração suavemente ofegante

O coração cada vez mais pulsante

Queria sentir teu corpo úmido.


Mas olho em teus olhos

e vejo


apenas


um olhar.



18/04/2008

Êxtases

Quero que o céu

Derreta-se

Em meu colo

Na verdade

No seu

Quero me lambuzar

Em teu colo

Com as estrelas

Via Láctea

Galáxias

Êxtase

Orgasmos intergaláticos

Sonhos

Espaços nunca antes penetrados

Tormentos

Momentos

Pesadelos

pelos eriçados

Nós dois

Enrolados

Em pelo

Até o sol nascer e clarear

O céu

O seu


17/04/2008

O Ser Poeta

Escrever poesias

Sem nenhuma pretensão de colocá-las no papel

ou publicá-las em livros ou em algum canto da internet

Pensar poesia

Ser poeta sem nenhuma pretensão de sê-lo

Improviso

Repentismo

Intuísmo

Invencionismos

Ser poeta sem a pretensão de atingir a imortalidade

como aqueles que morreram e conseguiram

Ser poeta sem nunca querer ser

Quintana

Drumond

Ser poeta é conhecer o mundo

como a palma da mão

Saber de tudo

De todos os detalhes

Da origem do universo

Dos vulcões

Das brisas passageiras

Dos tormentos

E das gotas de orvalho

É compreender tudo

Sem ter a menor idéia

De si próprio.



18/04/2008

20 de mar. de 2008

Vou montar um bordel. Se o negócio não der, como o estoque!


........................................TOC

Vou te dar um toque

Deixe desse toc

Não fique por onde passo

Limpando o meu rastro

Veja se se toca

Parece sabiá poca

Deixe desse emplastro

Vê se não pipoca

Simplifique

Obsessiva

Compulsiva

Repressiva

Agressiva

Permissiva

Simplifique

Vê se não pipoca

Deixe desse emplastro

Parece sabiá poca

Veja se se toca

Saia do meu rastro

Limpando o meu passo

Saca o meu toque

E deixe desse toc

18 de mar. de 2008

Tatuagem

Ué!?!?

Abobrinhas recheadas com carne moída

Ingredientes:

3 colheres (sopa) de óleo

2 dentes de alho amassados

300 g de carne de boi (patinho) moída

sal e pimenta-do-reino a gosto

½ colher (chá) de orégano

½ colher (sopa) de casca ralada de limão

3 abobrinhas médias

2 ovos batidos

2 colheres (sopa) de requeijão cremoso

queijo parmesão ralado para polvilhar, a gosto

Modo de preparar:

Coloque o óleo e o alho numa panela, levo ao fogo médio e, mexendo sempre, refogue até o alho ficar macio. Acrescente a carne moída e cozinhe, mexendo de vez em quando, até ficar bem soltinha. Tempere com sal e pimenta a gosto, acrescente o orégano e a casca de limão, misture bem e tire do fogo. Preaqueça o forno em temperatura média (180ºC). Então, prepare as abobrinhas: corte-as ao meio no sentido do comprimento e, com uma colher de chá, retire cuidadosamente a polpa, formando canoinhas. Pique bem a polpa, acrescente ao refogado de carne, junte os ovos batidos e o requeijão e misture bem. Rechei as canoas de abobrinha com a mistura, polvilhe com parmesão ralado e coloque lado a lado numa fôrma refratária. Cubra a fôrma com papel de alumínio, leve ao forno preaquecido e asse por cerca de 20 minutos ou até as abobrinhas ficarem macias mas firmes. Tire do forno e leve imediatamente à mesa.

Chorar devagarinho

Não vale chorar

Afinal

Eu te odeio

Com tanto carinho

Que é um ódio até que bonzinho


Nem precisa chorar

Afinal

Esse ódio é compartido

Como os lábios foram um dia


Nem deve chorar

Afinal

Minha partida

Nem fará falta no canto da cama

que eu aquecia


Só não pule de alegria

Afinal

Choramos um pelo outro

E motivo sempre havia


Não vale chorar

Afinal

Eu te odeio

Com tanto carinho

Que é um ódio.....fraquinho.

E é!

Eu queria casar com você

Mas você não é minha praia

Nem é questão de areia

De água

Mágoa

Caminhão

Nem é por nada

E é por tudo

Queria casar com você

Mas você não combina sua saia

Com minha calça

Nem é questão de passo

De verso

Ou reverso

Nem é por nada

E é por tudo

Queria mas nem quero mais

Você não combina sua areia

Com minha praia

Sua água na minha cerveja

Sua mágoa

Seu medo

Meu desvelo

Ou desleixo

Nem é por nada

E é!

17 de mar. de 2008

ALUCINADA

Alucinada menina

Desregrada

Só quer jogar seu truco

Um carteado uma pelada

Em algum gramado

Uma pegada num baseado

Alucinada menina

Nem aí pra nada

E de olho em tudo

Sem pressa de grana

Já que a grana

Tá no banco esperando

A virada

Alucinada menina

Sem medo sem nada

dos desafios na grande cidade

Alucinada Sampa

Entuliada até a tampa

Sem nada em cima

E com tudo

Alucinada menina

Desregrada

Despreparada pra vida

Despreocupada

Um dia de cada vez

Sem saber direito

se ali na frente

É agronomia odontologia

Ou advocacia

Sem vocações

Só asas só vôos

Alucinada menina

Um carteado um truco

Uma balada

Abalada menina

Sem nada em cima

E com tudo

Contudo

Os pés no chão sem medo

O riso solto o jeito meigo

O corpo perfeito que vê e sorri

do feio que passa

O tempo passa

Alucinada menina

Desregrada

Só quer jogar seu truco

Um carteado

Correr pelada em algum gramado

Uma pegada num baseado



17.03.2008