9 de nov. de 2007

VERGONHA!!!!

Globo, Abril, Folha, Estadão: as quatros patas de uma besta chamada imprensa brasileira.
E tem gente que acredita neles, que confia, que lê!!!!
O absurdo chega às bancas com uma distorção de imagem para enfeiar o Chavez!!!!!

"Época" distorce foto para enfeiar Chávez





Acho que não precisa mais de comentário nenhum!
Isso é de uma baixeza sem limites, de uma hipocrisia absurda, de uma tremenda falta de noção de bom senso. Falta de inteligência, de respeito!!!
ARGHHHHH!

Vomitei aqui e não tenho nenhuma bosta de revista dessas para limpar. O que não deixa de ser uma baita sorte!!!!

5 de nov. de 2007

Bom dia!

Bom dia!
Desejo que tenha um ótimo dia.
Desejo que tenha uma semana ideal.
Desejo que teu mês seja esplendoroso.
Desejo que teu ano seja maravilhoso.
Desejo que, cada dia, dia após dia,
que todos os teus Dias,
sejam sempre muito gostosos!
Desejo!

29 de out. de 2007

FIM

Palavra que assusta

Embora fim nem sempre seja.

Às vezes começo,

Outras...

Recomeço.

Fim da infância,

Começo da adolescência,

Juventude,

Vida.

Fim da faculdade,

Começo de uma carreira.

Fim do namoro,

Casamento.

Fim da gravidez,

Monte de filhos.

Fim do amor, do tesão,

Começo das brigas,

Desentendimentos,

Traições,

Iras.

Fim do casamento,

Recomeço.

Difícil, penoso,

Tormentoso,

Às vezes.

Outras, não.

Fim da carreira,

Aposentadoria,

Contemplação,

Agonia.

Fim da vida?

Renascer!

Quando idealizei o Brogado, imaginei muitas coisas.
Nunca esperei demais.
Mas esperei mais.
Achei que, dessa vez, mais gente leria, já que mais amigos leitores tenho.
Mas quando escrevo só pra mim, praticamente, não preciso publicar na internet.
Não compartilho das idéias de alguns que querem ter perfil no orkut para terem 2825 "amigos", 185.431 "recados" e coisas do gênero.
Nesses quase 60 dias tive um único leitor assíduo e "comentarista exclusivo", a quem agradeço demais a força e o apoio.
Uma amiga visitou com muita regularidade o blog. A quem também agradeço muito...
Mais ninguém.
Isso baseado nas informações que recebo do sitemeter - ferramenta de controle com a qual sei o horário, o tempo de permanência no blog e o endereço IP de quem visitou o blog.
Pelo endereço IP sei o provedor, a cidade, o sistema operacional utilizado pelo leitor e, até, a resolução de tela utilizado pelo dito cujo.
Se o sitemeter estiver certo....
Fico parecendo aquele candidato a deputado federal mineiro que teve apenas um voto. O próprio. Nem mulher, nem filhos votaram nele. Divorciou-se!
Eu, pelo menos, acho que teria três votos... contando o meu, evidente.
Um beijo fraterno, muito, muito, muito obrigado...

Ednelson

25 de out. de 2007

Tenho a noção exata:

Na minha vida sempre errei na medida.

Exagerei no açúcar,

Pesei a mão no sal,

Amei demais

E a dose do ódio

Não foi menor.

Foram sentimentos de toda ordem.

Dos melhores

Aos que devem ser evitados

A qualquer custo.

Todos eles praticados

Com dose exagerada.

Mão pesada.

Pra cada erro de medida,

Também hoje sei,

Sem nenhum dó

Nem dúvida sobre o peso,

Sei que sou eu quem paga o preço.

Não poderia ser de outra forma.

Se mágoas causei,

Lamento.

Criamos inimigos mesmo sem querer.

Mas eles,

Ao menos,

São mais sinceros do que muitos que se dizem amigos.

Sei,

No entanto,

Que embora não pareça,

Vivi intensamente cada momento

Sem que isso significasse

Aventuras arriscadas no meio do que resta da Mata Atlântica,

Numa praia deserta do Hawai,

Numa onda gigantesca no meio do Pacífico,

Um mergulho entre tubarões da Austrália,

Um bungee jump em plena Paulista.


Exagerei na dose sem fazer pose!

24 de out. de 2007

Salvo da Fogueira - 7


no fundo do quintal o lixo espalhado as frutas podres os restos
de comida os papéis higiênicos com merda com sangue menstrual ado com porra no fundo
do quintal no meio das bananeiras entre as moscas que fazem o banquete
no lixo no meio das bananeiras um menino e uma menina descobrem
suas diferenças e brincam com elas dura diferença funda diferença
fofa diferença molha a mão um grito contido risadas no fundo
do quintal enquanto a mãe se mata no tanque cheio de
roupas da semana do dia da noite com a cara molhada
de suor de sabão enquanto no fundo do quintal a
criança remexe no lixo come laranja podre com
moscas com larvas com prazer de criança
enquanto na sala o pai lê o jornal arrota
alto mexe no pau coça o saco e grita
com o gol do corinthians assusta a
menina no meio das bananeiras
que goza sem saber direito do
gozo gostoso assustado
como o primeiro gozo
saboroso
comer.

(1983)

Salvo da Fogueira - 6

Voltar aos Dezessete

Foram tantos os sonhos
foram tantas as lutas que apareciam no caminho
eram tantas as esperanças
que jamais acreditei que um dia
chegássemos aqui como se nada tivesse acontecido.
Sem sonhos
sem lutas
sem esperanças
e sem ter colhido
ao longo de todo esse tempo
os louros de algo que pudesse nos embriagar
nos alegrar.
Os louros de uma simples vitória.

Depois de todo esse tempo
chegamos a um ponto pior do que aquele onde estávamos quando começamos.
Não temos mais a ilusão de que amigos existem aos montes
como antigamente
não temos mais sonhos
e nem sequer sonhamos que um dia alguém verá o mundo
como antigamente sonhamos.
Não temos mais lutas
e nem temos espírito de procurá-las
como mercenários
que antigamente éramos
Depois de todo esse tempo nos deparamos sós.
Não temos mais maos, lenins, trotskis,
não acreditamos mais na esquerda
nos deparamos com o caos
a direita no poder
e o país na mais absoluta merda.
Depois de todo esse tempo,
se adivinhássemos que chegaríamos a isso
talvez não tivéssemos fraquejado
talvez não tivéssemos nos embriagado tanto
com os nossos sonhos.
Talvez não tivéssemos acreditado que
se qualquer coisa desse errado
poderíamos voltar aos dezessete
e recomeçar.

Nós nunca tivemos coragem!

(1994)

21 de out. de 2007

A graça, de graça!

Perdi a graça!

Não sei em que canto da casa,

Nem sei se foi na rua

Ou em alguma praça.

Não sei se o vento levou

Ou se virou comida de traça.

Sei que perdi a graça.

Não a graça de viver

Que essa, se se perde

Morre-se!

Mas perdi outra graça.

Perdi a graça da poesia.

Perdi a graça da música.

Já não sei mais se o que escrevo

Tem algum sentido

Alguma verdade.

Se o que conto em poema

Deveria mesmo ser tema

De algo que se conte

Uma duas ou dez vezes...

Talvez eu a ache

Como outras vezes perdi

E achei.

Talvez

Por alguma razão desconhecida

Me sinta de novo impelido

E possa dizer coisas que tenham sentido

Talvez incorpore

Novamente

Aquele espírito amigo

Que outras vezes me fez escrever

Até lá,

Sigo aqui

Exercitando a gramática

Brincando com rimas

Achando palavras

Rachando lenha

Até que você venha

E me deixe repleto, completo.

De graça!

17 de out. de 2007

O tema e o poema

O tema: SÉQUISSO!

Pedro

é menino peralta

que fuça

corre pula e salta.

Pedro não pára.

Tudo que faz

é com exagero.

Mexe

remexe

grita

e canta

sem nenhum esmero

Pedro

é agitado

hiper ativo

exageradamente vivo

como se quisesse

compensar alguma perda

recuperar um tempo perdido

Na cozinha

entre saltos gritos e cantos

Pedro derruba a água no chão

Ri

Um riso incontido

achando graça

em tudo que graça não tem

Como se fosse feitiço

A mãe se descabela e grita:

Pedro! Séqu'isso! Séqu'isso!

Ele?

Ri!!!

OVO

A grande vantagem da poesia

escrita no computador

é que facilita ao poeta

nunca terminá-la.

A poesia está

sempre

em constante fabricação

e o poeta se torna

então

um verdadeiro artesão

com a vida facilitada

Escreve, reescreve

acrescenta vírgulas

muda rimas

as acha e as perde

reflete

pondera

reitera o não dito

e a poesia que hoje foi lida

amanhã não é mais

Terá que ser de novo

e de novo

e de novo

Nova e Ovo!

Fusos confusos!

Vida moderna

capitalismo selvagem

ambições pessoais

desejos confundidos

propagandas intensas.

Nos ofuscam os olhos

desamores ou

amores mal vividos

Confusos iguais

quando

(na longa estrada da vida)

os rumos que foram diversos

em versos se encontram

A vida moderna

necessidades básicas

nos confundem.

Embora

no mesmo lugar do planeta

com fusos iguais

não nos achamos

nem nos achemos.

Melhor não falarmos sério.

Melhor não levarmos tudo tão à sério.

Melhor o imaginário.

Já levamos tudo assim

(já levamos muito)

e não foi bom.

Cada qual do seu jeito

cada um a seu tempo

carregou um fardo

Sofreu suas dores

penou (pena!) com sua cruz

(Não me dê conselhos

que eu te dou carinho).

Fica assim:

(embora não seja isso que queira)

já me sinto melhor

o coração mais leve

e alegre

flutuando pelas ruas

com fusos iguais!

O tema e o poema

(AINDA) A merda!

Propus um tema para um poema

Esperei amor

Dor

Muito embora

Já diria Monsueto

Pra que rimar os dois?

Mora na filosofia, Poeta!

Esperei carinho garota passarinho

Orvalho chuva e gota.

Calor!

Mas

Já que lancei o desafio

Deveria esperar mais.

Palavras xulas, obscenas

Sem nenhum pudor.

Esperei buceta (Como todo dia)

Espero!

Esperei punheta

Que é a solução pra falta da primeira

Da segunda

Enfim

De domingo à sexta

Mas

afinal

Quando vem a sugestão

Que faço eu com a palavra

Que mal rima tem?

Ranco da escova a cerda?

Me descabelo e despenteio?

Onde está a inspiração que me deserda?

O que acontece com minha mente

Que de repente

Ficou lerda?

Então entrego os pontos

Pois não encontro rima

Pra essa merda de Merda!!!

Um tempo

Foi um tempo.
Meio que sem querer, ou muito sem querer. Mas foi um tempo.
Nem sei dizer ao certo o que foi, mas fiquei distante do Brogado mais tempo do que pretendia ou queria.
Peço desculpas, então, à musa inspiradora, aos poucos leitores assíduos e aos inassíduos.
Estamos de volta.

12 de out. de 2007

O tema e o poema

O tema: MERDA


Morena
do zóio verdi
da anca larga
da fala mansa

Tem uma cabeça
distrambeiada
e sempre fala
o que dá na teia

Mas tem
um lábiu doce
que mais parece
o
mér dabeia!