De repente!
Não sou um ser pensante
sou um ser escrevente
Numa obra
não sou o arquiteto
sou o servente
Nasci pra ser o despenteado
e não pra ser pente!
Que a coisa fique escancarada
Ou pra mim não é nada
Não gosto de ler nas entrelinhas
Me mirar nos detalhes
Prefiro abrir a janela
E deparar com o horizonte
Aberto escarrado no céu
O sol poente ou nascente
Mas tudo muito claro
Que a coisa fique escancarada
Ou pra mim não é nada
Não gosto de decifrar códigos
De assistir jornais
E procurar entender o que não foi dito
E nunca é
Não assisto leio compro jornais
Não existem notícias nos jornais
Só mentiras
Que a coisa fique escancarada
Ou pra mim não é nada
Não gosto de amores sofridos
Sem serem vividos
Por medos segredos ou excesso de zelo
Que as coisas se rompam entre quatro paredes
que o mundo descubra
E inveje
A intensidade dos amores eternos
Enquanto durem
Que a coisa fique escancarada
Ou pra mim não é nada
04.05.2008
Queria olhar nos teus olhos
E ver um brilho
Ver a tua boca se entreabrir
Perceber a respiração suavemente ofegante
O coração cada vez mais pulsante
Queria sentir teu corpo úmido.
Mas olho em teus olhos
e vejo
apenas
um olhar.
18/04/2008
Quero que o céu
Derreta-se
Em meu colo
Na verdade
No seu
Quero me lambuzar
Em teu colo
Com as estrelas
Via Láctea
Galáxias
Êxtase
Orgasmos intergaláticos
Sonhos
Espaços nunca antes penetrados
Tormentos
Momentos
Pesadelos
pelos eriçados
Nós dois
Enrolados
Em pelo
Até o sol nascer e clarear
O céu
O seu
Escrever poesias
Sem nenhuma pretensão de colocá-las no papel
ou publicá-las em livros ou em algum canto da internet
Pensar poesia
Ser poeta sem nenhuma pretensão de sê-lo
Improviso
Repentismo
Intuísmo
Invencionismos
Ser poeta sem a pretensão de atingir a imortalidade
como aqueles que morreram e conseguiram
Ser poeta sem nunca querer ser
Quintana
Drumond
Ser poeta é conhecer o mundo
como a palma da mão
Saber de tudo
De todos os detalhes
Da origem do universo
Dos vulcões
Das brisas passageiras
Dos tormentos
E das gotas de orvalho
É compreender tudo
Sem ter a menor idéia
De si próprio.
18/04/2008
Vou te dar um toque
Deixe desse toc
Não fique por onde passo
Limpando o meu rastro
Veja se se toca
Parece sabiá poca
Deixe desse emplastro
Vê se não pipoca
Simplifique
Obsessiva
Compulsiva
Repressiva
Agressiva
Permissiva
Simplifique
Vê se não pipoca
Deixe desse emplastro
Parece sabiá poca
Veja se se toca
Saia do meu rastro
Limpando o meu passo
Saca o meu toque
E deixe desse toc
Ingredientes:
3 colheres (sopa) de óleo
2 dentes de alho amassados
300 g de carne de boi (patinho) moída
sal e pimenta-do-reino a gosto
½ colher (chá) de orégano
½ colher (sopa) de casca ralada de limão
3 abobrinhas médias
2 ovos batidos
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso
queijo parmesão ralado para polvilhar, a gosto
Modo de preparar:
Coloque o óleo e o alho numa panela, levo ao fogo médio e, mexendo sempre, refogue até o alho ficar macio. Acrescente a carne moída e cozinhe, mexendo de vez em quando, até ficar bem soltinha. Tempere com sal e pimenta a gosto, acrescente o orégano e a casca de limão, misture bem e tire do fogo. Preaqueça o forno em temperatura média (180ºC). Então, prepare as abobrinhas: corte-as ao meio no sentido do comprimento e, com uma colher de chá, retire cuidadosamente a polpa, formando canoinhas. Pique bem a polpa, acrescente ao refogado de carne, junte os ovos batidos e o requeijão e misture bem. Rechei as canoas de abobrinha com a mistura, polvilhe com parmesão ralado e coloque lado a lado numa fôrma refratária. Cubra a fôrma com papel de alumínio, leve ao forno preaquecido e asse por cerca de 20 minutos ou até as abobrinhas ficarem macias mas firmes. Tire do forno e leve imediatamente à mesa.
Não vale chorar
Afinal
Eu te odeio
Com tanto carinho
Que é um ódio até que bonzinho
Nem precisa chorar
Afinal
Esse ódio é compartido
Como os lábios foram um dia
Nem deve chorar
Afinal
Minha partida
Nem fará falta no canto da cama
que eu aquecia
Só não pule de alegria
Afinal
Choramos um pelo outro
E motivo sempre havia
Não vale chorar
Afinal
Eu te odeio
Com tanto carinho
Que é um ódio.....fraquinho.